Patologias · Arcos e vasos

Coarctação da aorta

Suspeita fetal, avaliação do arco e planejamento neonatal.

Como construir a suspeita

  • Nas quatro câmaras, compare ventrículos e reconheça predomínio direito desproporcional para a idade gestacional.
  • No 3VT, compare aorta e artéria pulmonar; a aorta relativamente menor é um sinal indireto.
  • No plano do arco, acompanhe sua continuidade e calibre até o istmo, relacionando o istmo à inserção do ducto.
  • Use Doppler para direção e distribuição do fluxo; fluxo retrógrado ou alterado aumenta a suspeita, mas não confirma isoladamente.

Aorta de calibre reduzido

Compare os grandes vasos no mesmo plano e confirme a impressão no arco e no istmo.

A redução relativa da aorta é um sinal indireto: interprete-a com a anatomia do arco, a biometria e a evolução.

Hipoplasia do arco e biometria

Além de procurar estreitamento focal, avalie o desenvolvimento global do arco. Registre segmentos hipoplásicos, istmo e relação istmo/ducto.

Abrir biometria existente do istmo e relação istmo/ducto

Limitações do diagnóstico fetal

O diagnóstico pré-natal pode ser difícil porque os sinais são frequentemente indiretos e a circulação ductal modifica a expressão da obstrução. A desproporção pode surgir ou aumentar mais tarde; por isso, uma suspeita fundamentada pode exigir ecocardiografias seriadas sem promessa de confirmação fetal.

Nascimento e conduta

Com o fechamento ductal, uma obstrução sistêmica relevante pode se manifestar. Planeje o nascimento conforme o grau de suspeita, com avaliação cardiológica neonatal e ecocardiograma. Prostaglandina pode ser indicada pela equipe neonatal quando houver circulação sistêmica ducto-dependente, sem antecipar protocolo farmacológico.

Referências

  • ISUOG Practice Guidelines (updated): fetal cardiac screening.
  • Material didático e referências de Cardiologia Fetal preservados no projeto.