Patologias · Vias de saída e grandes artérias

Transposição das grandes artérias — TGA

Discordância ventriculoarterial com grandes vasos paralelos.

Raciocínio diagnóstico

Construindo o diagnóstico

Não nomeie o vaso apenas pela posição. Siga cada artéria até o ventrículo de origem, documente a discordância ventriculoarterial e a relação paralela e complete com o 3VT.

Grandes vasos paralelos

Faça varredura contínua das quatro câmaras às saídas para provar a origem de cada vaso.

Na TGA, a imagem demonstra a relação paralela entre aorta e artéria pulmonar; confirme aorta–VD e pulmonar–VE.

O que procurar depois

  • Septo interventricular e localização de eventual CIV.
  • Forame oval, ducto, arco e direção dos fluxos.
  • Função ventricular e outras anomalias; anatomia coronariana somente quando demonstrável com segurança.

Diagnósticos diferenciais

Na DVSVD, ambos os vasos originam-se predominantemente do VD e a localização da CIV organiza a fisiologia.

Dupla via de saída do ventrículo direito — DVSVD

Genética

Evolução fetal

A função costuma ser preservada no feto, mas comunicações, arco e lesões associadas devem ser reavaliados.

O que acontece ao nascimento?

As circulações tornam-se paralelas; a oxigenação depende de mistura pelo forame oval, ducto e/ou CIV. Pode ser necessária estabilização e intervenção neonatal precoce.

Planejamento perinatal

Planeje nascimento em centro com cardiologia pediátrica e recursos para avaliar a mistura e realizar tratamento neonatal.

Prognóstico e desenvolvimento perinatal

Depende da adequação da mistura, lesões associadas, função e anatomia necessária ao reparo; o acompanhamento do desenvolvimento é individualizado.

Referências

  • ISUOG Practice Guidelines (updated): fetal cardiac screening.
  • Material legado de vias de saída, quatro câmaras e 3VT preservado no projeto.