Neurossonografia · Defeitos do Tubo Neural
Guia prático para diagnóstico ultrassonográfico.

A espinha bífida fechada corresponde aos defeitos de fechamento do arco vertebral recobertos por pele íntegra.
Ao contrário da espinha bífida aberta, não há exposição do tecido neural e geralmente não estão presentes os sinais intracranianos típicos (Chiari II, sinal do limão ou cerebelo em banana).
A principal forma encontrada no período fetal é a lipomielomeningocele.
A lipomielomeningocele é o tipo mais frequente de espinha bífida fechada diagnosticada no período pré-natal.
Caracteriza-se pela associação entre tecido gorduroso e medula espinhal, provocando fixação da medula ao canal vertebral (tethered cord).

Durante o exame pesquisar sistematicamente:
O cone medular deve ser identificado em todos os fetos com suspeita de espinha bífida fechada.
Sua posição é um dos principais parâmetros para suspeita de medula presa.

Sempre medir a distância entre o cone medular e S1.
Cone baixo aumenta a suspeita de tethered cord.

A correta identificação dos níveis sacrais facilita a avaliação da posição do cone medular.
Na lipomielomeningocele a medula permanece ancorada ao tecido lipomatoso, limitando sua ascensão normal durante o crescimento.
Essa tração progressiva é responsável pelas principais manifestações clínicas.

As sequelas decorrem principalmente da medula presa e podem surgir ou progredir durante a infância.
Pesquisar risco para:
Esses pacientes podem permanecer assintomáticos por muitos anos.
Existe risco de deterioração neurológica progressiva durante o crescimento.
Quando já existem:
Nesses casos parte das sequelas pode tornar-se permanente, mesmo após tratamento cirúrgico.

Na suspeita pré-natal: