Cardiologia Fetal · Primeiro Andar

Isomerismo Esquerdo

Heterotaxia (Situs Ambíguo) associada à poliesplenia e interrupção da veia cava inferior.

Heterotaxia (Situs Ambíguo) associada à poliesplenia e interrupção da veia cava inferior.

Descrição

O isomerismo esquerdo é uma forma de heterotaxia caracterizada pela duplicação de estruturas morfologicamente esquerdas. O principal marcador ultrassonográfico é a interrupção da veia cava inferior com continuação pela veia ázigos.

Principal marcador

Interrupção da VCI com continuação pela veia ázigos.

A interrupção da veia cava inferior com continuação pela veia ázigos representa o principal marcador ultrassonográfico do isomerismo esquerdo.

Sempre pesquisar este achado quando houver suspeita de Heterotaxia (Situs Ambíguo).

Achados ultrassonográficos

  • Interrupção da VCI
  • Continuação pela veia ázigos
  • Poliesplenia
  • Fígado frequentemente centralizado
  • Estômago em posição variável

Anatomia cardíaca

O isomerismo esquerdo apresenta duplicação de estruturas morfologicamente esquerdas e frequentemente está associado a alterações do sistema de condução cardíaco.

Cardiopatias associadas

Principais alterações:

  • Defeito do septo atrioventricular
  • Comunicação interatrial
  • Veia cava superior esquerda persistente
  • Drenagem venosa pulmonar anômala parcial
  • Ventrículos desbalanceados

Alterações do ritmo cardíaco

Pesquisar sistematicamente:

  • Bradicardia fetal
  • Disfunção do nó sinusal
  • Bloqueio atrioventricular

Observação: As alterações do sistema de condução representam uma das principais características clínicas do isomerismo esquerdo.

Alterações extracardíacas

Pesquisar:

  • Poliesplenia
  • Atresia biliar
  • Má rotação intestinal
  • Alterações do trato gastrointestinal
  • Pulmões morfologicamente esquerdos bilaterais

O que não deixar passar

Sempre avaliar:

  • Continuação da VCI pela veia ázigos
  • Baço
  • Sistema de condução cardíaco
  • Veias pulmonares
  • Anatomia atrial
  • Cardiopatias associadas

Prognóstico

O prognóstico depende principalmente da presença de cardiopatias associadas e de alterações do sistema de condução cardíaco, especialmente bloqueio atrioventricular e bradicardia fetal.