Cardiologia Fetal · Ritmo

Bradicardia fetal

Frequência cardíaca reduzida com relação atrioventricular preservada.

DICA-CHAVE

Antes de chamar de bradicardia, confirme que A e V estão lentos juntos.

BRADICARDIA SINUSAL = A e V lentos juntos + relação A:V = 1:1

Como reconhecer

AVAVAV
A lentoV lentoA:V = 1:1

Na bradicardia sinusal, o comando atrial permanece organizado e cada contração atrial é seguida por uma contração ventricular.

VOCÊ ESTÁ DIANTE DE BRADICARDIA QUANDO:

  • a frequência está reduzida;
  • A também está lento;
  • V está lento;
  • cada A é seguido por um V;
  • relação A:V = 1:1.

Foi persistente?

Episódios breves de redução da frequência podem ocorrer durante o exame.

Alivie a pressão do transdutor e reavalie.

Se desaparecer:
Provavelmente foi uma desaceleração/bradicardia transitória.

Se persistir:
Continue a investigação.

Não confundir com extrassístole atrial bloqueada

BRADICARDIA SINUSAL

AVAVAV
  • A lento;
  • V lento;
  • 1:1;
  • sem A prematuro.

EXTRASSÍSTOLE ATRIAL BLOQUEADA

AVA*sem VAV
  • existe A precoce;
  • não existe V após o A precoce;
  • surge pausa ventricular.

Na ectopia bloqueada existe um A precoce escondido na pausa.

Não confundir com bloqueio AV

BRADICARDIA SINUSAL

AVAVAV

A:V = 1:1

BLOQUEIO AV

AVAsem VAV

No bloqueio AV, a frequência ventricular pode estar baixa porque nem todos os estímulos atriais chegam aos ventrículos.

Bradicardia sinusal: A e V lentos juntos.

Bloqueio AV: o átrio pode estar mais rápido que o ventrículo.

Resumo visual — os 3 padrões

BRADICARDIA SINUSAL
A lento + V lento + 1:1

ECTOPIA ATRIAL BLOQUEADA
A precoce + sem V correspondente

BLOQUEIO AV
A regular + falha de condução para V

A frequência ventricular baixa pode ter mecanismos diferentes.

Depois de confirmar que é bradicardia verdadeira, procure a causa.

FETO

  • anatomia cardíaca;
  • função ventricular;
  • sinais de sofrimento/hipóxia;
  • infecção, conforme o contexto;
  • anemia, quando clinicamente indicada;
  • alterações do sistema de condução.

MÃE

  • medicamentos;
  • doenças maternas que possam alterar a frequência;
  • condições metabólicas/endócrinas relevantes conforme contexto clínico.

Não pare no ritmo.

  • situs;
  • quatro câmaras;
  • vias de saída;
  • 3VT;
  • função cardíaca;
  • derrames;
  • sinais de hidropisia.

Uma alteração de ritmo pode coexistir com cardiopatia estrutural.

Pare e reavalie o mecanismo se:

  • A e V não estiverem 1:1;
  • existir A precoce;
  • houver mais A que V;
  • A e V parecerem independentes;
  • o ritmo for irregular.

Fluxograma final

FC REDUZIDAA E V ESTÃOLENTOS?A:V = 1:1?BRADICARDIASINUSALREAVALIARMECANISMOECTOPIA / BAVSIMNÃO