Primeiro passo — obtenha o plano correto
O corte transcerebelar permite identificar que a fossa posterior pode estar alterada, mas não é suficiente, isoladamente, para definir o diagnóstico.
Diante de uma alteração, obtenha um corte sagital mediano estrito para avaliar corretamente a anatomia da fossa posterior.
NÃO CLASSIFIQUE A MALFORMAÇÃO APENAS PELO CORTE TRANSCEREBELAR.
Anatomia normal
No sagital mediano estrito, reconheça primeiro a anatomia normal e a relação entre as principais estruturas.
Tronco cerebral → 4º ventrículo → vermis → cisterna magna → tentório
Quando a fossa posterior estiver alterada
No plano sagital mediano estrito, faça a análise de forma sistemática.
1.Vermis
Avalie:
- presença;
- integridade;
- tamanho;
- morfologia;
- rotação;
2.Quarto ventrículo
Avalie:
- tamanho;
- morfologia;
- relação com o vermis;
- eventual comunicação com o espaço líquido retrocerebelar;
3.Tentório
Observe sua posição.
Determine se apresenta posição habitual ou elevação.
4.Espaço retrocerebelar / cisterna magna
Avalie:
- dimensões;
- relação com o vermis;
- relação com o 4º ventrículo;
Raciocínio prático
“Não dê nome à malformação antes de definir a relação entre vermis, 4º ventrículo, tentório e espaço retrocerebelar.”
Depois dessa avaliação, utilize o padrão encontrado para direcionar o diagnóstico diferencial.