Síndrome

Síndrome de DiGeorge

Síndrome da Deleção 22q11.2

Descrição

Síndrome multissistêmica cujo padrão fetal combina cardiopatia conotruncal, alteração do arco aórtico e timo pequeno ou ausente.

Cardiopatias conotruncais

Alterações do arco aórtico

Hipoplasia ou ausência do timo

Compatibilidade com a vida

Classificação

🟢 Compatível com a vida

O prognóstico é variável e depende principalmente da gravidade da cardiopatia, do comprometimento imunológico, da hipocalcemia e das manifestações associadas.

Principais vulnerabilidades

  • Cardiopatias conotruncais
  • Hipoplasia tímica
  • Hipocalcemia
  • Imunodeficiência
  • Dificuldades de aprendizagem

Genética

  • Alteração: deleção 22q11.2.
  • Tipo: variação no número de cópias — CNV.
  • Herança: autossômica dominante.
  • A maioria dos casos ocorre de novo.
  • Uma parcela dos casos pode ser herdada de um dos genitores.
  • Quando a deleção é identificada no feto, deve ser considerada a investigação dos pais, pois um genitor pode apresentar manifestação leve ou previamente não reconhecida.

Incidência

  • É uma das microdeleções recorrentes mais frequentes na população.

Principais marcadores

Hipoplasia ou ausência do timo fetal

A redução ou ausência aparente do timo, especialmente quando associada a uma cardiopatia conotruncal ou alteração do arco aórtico, aumenta a suspeita de Síndrome de DiGeorge — deleção 22q11.2.

Achados ultrassonográficos

Timo pequeno ou não identificado

A hipoplasia ou a ausência aparente do timo eleva a suspeita, sobretudo em associação a cardiopatia conotruncal ou alteração do arco aórtico.

Tetralogia de Fallot

Cardiopatia conotruncal que deve motivar avaliação sistemática do timo e consideração da deleção 22q11.2.

Tronco arterioso comum

A presença de um tronco arterial único é uma associação clássica que aumenta a suspeita de deleção 22q11.2.

Interrupção do arco aórtico

A interrupção do arco, especialmente em padrões associados a anomalias conotruncais, deve levar à investigação da deleção 22q11.2.

Arco aórtico direito

O arco aórtico direito pode ocorrer isoladamente ou com outras alterações; o contexto anatômico define a intensidade da suspeita.

Atresia pulmonar com comunicação interventricular

Essa combinação conotruncal é uma indicação para examinar o timo e considerar investigação genética por CNVs.

Outras anomalias conotruncais

Alterações das vias de saída cardíacas justificam avaliação detalhada do arco aórtico, do timo e do risco genético.

Alterações palatinas

Fendas podem ser visíveis, mas várias alterações do palato são sutis e podem não ser identificadas antes do nascimento.

Polidrâmnio

É um achado inespecífico que ganha relevância quando acompanha cardiopatia ou múltiplas malformações.

Associação de múltiplas malformações

A combinação de achados cardíacos, tímicos, palatinos, renais ou de outros sistemas reforça a indicação de investigação genética.

Achados ultrassonográficos

Cardiopatia conotruncal: lembre-se de DiGeorge

Na presença de uma anomalia conotruncal ou alteração relevante do arco aórtico, avalie sistematicamente o timo fetal e considere investigação para deleção 22q11.2.

Diagnóstico

Suspeita ultrassonográfica

Amniocentese

QF-PCR

Exoma fetal com análise validada para CNVs

Confirmação diagnóstica

Confirmação genética

Confirmar por Exoma fetal com análise validada para CNVs.

Diagnóstico diferencial

Prognóstico

Cardiopatia

O prognóstico inicial depende principalmente do tipo e da gravidade da cardiopatia congênita.

Imunidade

A hipoplasia tímica pode causar graus variáveis de imunodeficiência. A gravidade não pode ser prevista apenas pela imagem fetal.

Metabolismo

Pode ocorrer hipocalcemia, especialmente no período neonatal, relacionada ao comprometimento das paratireoides.

Desenvolvimento

Podem ocorrer dificuldades de aprendizagem, alterações do desenvolvimento, linguagem, comportamento e saúde mental, com ampla variabilidade entre os indivíduos.

A ultrassonografia fetal não permite prever com precisão a gravidade das manifestações imunológicas, cognitivas ou comportamentais.

Aconselhamento

  • Oferecer aconselhamento genético antes e depois do teste diagnóstico.
  • Considerar investigação parental quando a deleção for confirmada no feto.
  • Realizar avaliação anatômica detalhada e ecocardiografia fetal.
  • Planejar o nascimento conforme a cardiopatia e a estrutura neonatal necessária.
  • Orientar avaliação neonatal cardíaca, imunológica e metabólica, incluindo cálcio.

Galeria

Referências

  • GeneReviews — 22q11.2 Deletion Syndrome
  • ISUOG Practice Guidelines
  • SMFM
  • OMIM