Síndrome

Síndrome de Pfeiffer

Craniossinostose sindrômica associada principalmente aos genes FGFR2 e FGFR1

Descrição

Craniossinostose sindrômica caracterizada pela associação entre fechamento precoce das suturas cranianas e polegares e hálux largos e desviados. Deve ser suspeitada quando alterações do formato craniano estiverem associadas a anomalias típicas das extremidades.

Compatibilidade com a vida

Classificação

🟢 Compatível com a vida

O prognóstico depende principalmente da gravidade da craniossinostose, das alterações respiratórias e das complicações neurológicas.

Principais vulnerabilidades

  • Hipertensão intracraniana
  • Obstrução das vias aéreas
  • Alterações visuais
  • Alterações auditivas
  • Comprometimento do desenvolvimento variável
  • Necessidade de múltiplas cirurgias craniofaciais

Genética

  • Variantes patogênicas em FGFR2 na maioria dos casos
  • Tipo 1 também pode ser causado por variantes em FGFR1
  • Herança autossômica dominante
  • Maioria dos casos ocorre de novo
  • Confirmar por exoma fetal
  • Avaliar recorrência conforme estudo familiar

Incidência

  • Aproximadamente 1 para cada 100.000 nascidos vivos

Principais marcadores

Padrão ultrassonográfico

A associação entre craniossinostose e polegares/hálux largos representa o principal padrão de reconhecimento da Síndrome de Pfeiffer.

Quando suspeitar?

  • Braquicefalia
  • Formato craniano anormal
  • Polegares largos
  • Hálux largos
  • Hipoplasia do terço médio da face
  • Hipertelorismo
  • Proptose em casos graves

Achados ultrassonográficos

Crânio

  • Craniossinostose
  • Braquicefalia
  • Fronte proeminente
  • Alteração progressiva do formato craniano
  • Crânio em trevo nos casos graves

Face

  • Hipoplasia do terço médio da face
  • Hipertelorismo
  • Proptose
  • Perfil facial alterado

Membros

  • Polegares largos
  • Polegares desviados
  • Hálux largos
  • Hálux desviados
  • Sindactilia discreta pode ocorrer

SNC

  • Ventriculomegalia ocasional

Observação

  • As alterações dos polegares e dos hálux constituem a principal pista para diferenciar Pfeiffer das demais craniossinostoses.

Diagnóstico

Suspeita ultrassonográfica

Amniocentese

QF-PCR

Exoma fetal

Pesquisa de variantes em FGFR2 e FGFR1

Confirmação da Síndrome de Pfeiffer

Confirmação molecular

O diagnóstico é confirmado pela identificação de variante patogênica em FGFR2 ou FGFR1.

Prognóstico

Neurológico

  • Hipertensão intracraniana

Respiratório

  • Obstrução de vias aéreas

Funcional

  • Alterações das mãos e pés
  • Necessidade de cirurgia reconstrutiva

Sobrevida

  • Geralmente prolongada
  • Formas graves apresentam maior morbidade

Aconselhamento

  • Neurosonografia fetal
  • Avaliação detalhada das suturas cranianas
  • Estudo das mãos e pés
  • Ecocardiografia fetal quando indicada
  • Amniocentese
  • QF-PCR
  • Exoma fetal
  • Aconselhamento genético
  • Planejamento do parto em centro terciário

Diagnósticos diferenciais

Destaques

Pistas de diferenciação

A presença de polegares e hálux largos diferencia Pfeiffer da Síndrome de Crouzon.

Síndrome de Apert

A sindactilia é muito menos intensa do que na Síndrome de Apert.

Galeria

Fenótipo pós-natal da Síndrome de Pfeiffer

Fotografia pós-natal demonstrando alteração do formato craniano e características craniofaciais da Síndrome de Pfeiffer.

Referências

  • GeneReviews — FGFR-Related Craniosynostosis Syndromes
  • Orphanet — Pfeiffer syndrome
  • OMIM #101600 — Pfeiffer syndrome
  • Giancotti A et al. Prenatal diagnosis of Pfeiffer syndrome and role of three-dimensional ultrasound: case report and review of the literature. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology. 2000;16:687–690.
  • Levaillant JM et al. Prenatal diagnosis of Pfeiffer syndrome using three-dimensional ultrasound. Prenatal Diagnosis. 2002;22:985–988.